• A PROBLEMÁTICA DA EMANCIPAÇÃO FEMININA



    Bem, vamos a mais uma análise do cotidiano... Nunca vivemos em uma sociedade tão doente como agora, e isso se reflete na prática da emancipação feminina.

    As mulheres do século XXI tendem a ter uma visão mais relutante de se manter aprisionada a um contexto basicamente patriarcal e conservador.

    Só que a mulher paga um preço por esse vamos dizer assim, privilégio. Será que estou sendo machista?

    O preço que se paga é que a imagem da mulher cristaliza-se como um ser de caráter mercadológico, vide as propagandas que utilizam a mulher como um objeto de consumo.

    Hoje a mulher tem certa autonomia, principalmente financeira, e aí surge outra problemática: o casamento. Não que a mulher seja obrigada a casar, pelo contrário, ela pode perfeitamente ter uma vida baseada em conceitos pré-determinados pelo seu status quo de criatura independente.

    Só que essa independência gera um ar de arrogância e de autossuficiência a ponto dela achar que não necessita mais do ser do sexo masculino, ou melhor, prefere corroborar a ideia de que necessita somente como parceiro reprodutor.

    Defendo a ideia de que o ideal do amor romântico sempre foi uma verdadeira tragédia. Essa idealização do amor, do ser, do indivíduo como forma de salvaguardar seus preceitos e projetar seus ideais no outro é terrível.

    Agora chegar ao ponto de usar o outro como provedor de sua felicidade, isso eu não concordo mesmo.

    Lembrei-me de Simone de Beauvoir com sua célebre frase: ninguém nasce mulher, torna-se.

    Simone também foi um símbolo do feminismo francês, um de seus argumentos é o de que as mulheres teriam sido consideradas, ao longo da história, como anormais e transviadas.

    Recentemente li na revista Veja a entrevista da pesquisadora Catherine Hakim, que faz um feminismo às avessas, ela acredita no seguinte:
    “O mito feminista da igualdade dos sexos é tão infundado quanto a afirmação de que todas as mulheres almejam a total simetria nos papéis familiares, emprego e salário. As feministas insistem que a independência financeira é necessária para a igualdade em casa. Argumentam ainda que a maior parte das mulheres é carreirista, como os homens, e detesta ficar em casa para criar os filhos. Diversos estudos indicam o contrário. A maioria das mulheres prefere ficar em casa em tempo integral quando as crianças são pequenas, pelo menos até elas começarem a frequentar a escola. Um parceiro bem-sucedido torna essa opção mais viável.”

    Outro ponto, sobre o fato de possuírem maridos com condição financeira agradável:
    “Tornar-se uma dona de casa ‘à toa’, em tempo integral, é uma utopia moderna para a maioria das mulheres. Em estudos realizados em todo o mundo, quando questionadas sobre as características mais valorizadas em um parceiro, as mulheres afirmam preferir homens com recursos, condição que viabiliza a permanência delas no lar.”

    Resumindo, o preço que se paga para uma possível emancipação e aumento do status de dona de seus ideais é muito alto. Presencio constantemente mulheres que se comportam como homens, isso a meu ver é inadmissível, como por exemplo se fazer presente em um bar ingerindo bebidas alcoólicas, isso é degradante.

    Sempre argumentei que há uma vitimização em massa das mulheres por se acharem em uma situação em menor escala de igualdade, isso é uma grande bobagem, pois a igualdade entre homens e mulheres é um risco porque gera justamente todos esses problemas que citei.

    A mulher perde seu brilho, e principalmente sua característica de fina dama da sociedade. Não de sexo frágil, porque isso também é outra grande besteira, sou contra qualquer ato de discriminação mas a mulher necessita em se manter ávida em ser ela mesma e não querer igualar seu status ao existencialismo masculino.
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    2 comentários:

    1. Respostas
      1. Obrigado Andressa, que bom que gostou. Seja muito bem-vinda ao nosso blog Jung na Veia, sempre que quiser participe e se possível dê sugestões de postagens, sua participação é importante. Fraterno abraço.

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