• UMA FARSA CHAMADA: "NOVA CLASSE MÉDIA"



    Mais uma vez é sempre muito prazeroso ocupar este espaço neste blog instantâneo. O assunto de hoje será para esclarecer alguns pontos que de certa forma me perturbam.

    Diz respeito à classe média, ou melhor, a intitulada Nova Classe Média, que de “nova” não tem nada. Digo isso porque estou lendo o excelente livro do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, chamado: Nova Classe Média?

    Concordo plenamente com o pensamento do autor de que não houve um surgimento de uma nova classe no país, muito menos a de uma nova classe média.

    O resgate da condição de pobreza e o aumento do padrão de consumo, não tiram a maioria da população emergente da classe trabalhadora.

    O ponto em questão nesse caso é que a classe trabalhadora ganhou e vem ganhando cada vez mais espaço na última década devido aos inventivos governamentais nas diversas esferas socioeconômicas para uma melhor condição de vida.

    E nesse mister a massa popular em emergência ganha um caráter predominantemente mercadológico(principalmente), individualista e conformista sobre a natureza e a dinâmica das mudanças socioeconômicas no Brasil. 

    Acredito que a dinâmica das ocupações e do rendimento requer algo mais do que a inserção das pessoas no mercado de consumo. É algo mais profundo, menos simplista e não tão diretamente capitalista.

    A análise dos dados mais recentes mostra que a melhora dos indicadores na distribuição da renda do trabalho e de seu aumento na participação da riqueza gerada concentra-se, fundamentalmente, na base da pirâmide social, o que revela também os seus limites.

    Decorrente desse dado juntamente com as políticas de apoio às rendas na base da pirâmide social brasileira, como elevação do valor real do salário mínimo e massificação da transferência de renda, houve o fortalecimento das classes populares assentadas no trabalho.

    Portanto o adicional de ocupados na base da pirâmide social reforçou o contingente da classe trabalhadora, equivocadamente identificada como uma nova classe média. Talvez não seja bem um mero equívoco conceitual, mas expressão da disputa que se instala em torno da concepção e condução das políticas públicas atuais.

    Nesse sentido, há o fortalecimento dos planos privados de saúde, educação, assistência e previdência, entre outros, como consequência de uma reorientação das políticas públicas para a perspectiva fundamentalmente mercantil, baseada na interpretação da classe média (nova).

    O que quero dizer é que a classe trabalhadora apresenta uma espécie de sociabilidade capitalista, já que o poder de consumo aumenta cada vez mais haja vista a enumeração de itens acima, e tomando por base outro dado: o trabalhador gasta tudo o que ganha, ele não tem a propensão de poupar. Podemos constatar isso com o elevado endividamento da classe.

    Tudo isso que acabei de mencionar é mercadológico e feito extremamente de caso pensado pela classe dominante, e claro, pelo governo para que pudessem pensar que estão uma posição acima da pirâmide social.

    Ledo engano meus caros! Ledo engano.

    Muitas pessoas até sentem que seu status quo é diferente, e de certa forma o é, mas não como queriam, sem a chance de subir posições na pirâmide, isso causa um ESTRAGO NO EGO de qualquer um não é?

    Que lástima... rsrsrsrs

    A questão é que você que se acha da “nova (falsa) classe média” não passa de um trabalhador emergente e que está melhorando (dependendo da sua situação financeira) de vida, estabelecendo como base nesse caso obviamente a situação financeira.

    É melhor vangloriar-se como um trabalhador do que um representante de uma falsa classe criada para atrair investimentos e aquecer a economia, pois a meu ver você não corre o risco de ser chamado de pobre: quem é trabalhador nunca será pobre. Afinal a pobreza é relativa.
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