• UNIVERSIDADE – UMA FÁBRICA DE PRODUÇÃO EM MASSA DE IDIOTAS.




    A vida universitária se tornou um constante mal-estar. Hoje somos formados para não sermos originais, digo isso principalmente em relação ao curso de filosofia. Hoje entendo que, qualquer originalidade possível em filosofia é algo conquistado a duras penas.

    Lembro-me de uma das primeiras aulas em que um dos grandes professores que tive nos disse algo assim: "Você não está aqui para achar nada, antes de achar algo estude, e descobrirá que muita gente já pensou o que você pensa, e muito melhor do que você, antes de você."

    Meus caros, com uma patacoada dessas, ou melhor, com esse choque de realidade você começa a perceber que necessita ser original e não mais uma cópia de padrões pré-estabelecidos que vigoram nos campi.

    Essa dureza nos faz pessoas menos optativas e mais rigorosas. Essa é a diferença entre pensar filosoficamente e pensar como senso comum. Vale lembrar que do ponto de vista da filosofia, as ciências humanas em geral são senso comum.

    Por isso chego a dizer que a universidade está morta. Basta observar os que fazem parte da academia: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento.

    Não vou muito longe, só o preenchimento da plataforma Lattes é angustiante, uma plataforma informática que supostamente democratiza o acesso à produtividade da comunidade acadêmica, ao mesmo tempo em que normatiza e quantifica esta produtividade. Na prática, o Lattes serve para nos tomar tempo (sempre dá pau) e acumular platitudes e repetições que visam à quantificação de um quase nada de valor.

    E o que falar dos professores? Bem, de uma forma genérica, obrigam os alunos a pesquisar aquilo que não querem, de uma forma que também não querem a fim de garantir verbas de pesquisa institucional em grande escala.

    Esmagam nossa criatividade e boas intenções fazendo-nos uma infantaria estatística. A universidade mente: quer formar rebanhos dizendo que defende a liberdade de pensamento.

    Temos que ser imodestos e mais do que nunca encontrar nossa própria linguagem individual para não sermos tragados e tratados como meros robôs do pensamento pré-fabricado.

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