• O COMPLEXO DE SUPERIORIDADE




    Muito se tem falado do complexo de inferioridade. De pessoas que se sentem inferiores a outras pessoas, fator esse decorrente de alguns agravantes que se estendem ao longo da vida.

    Alguns deles são possíveis de serem denominados como: cultura, sociedade e fator econômico. Estes empecilhos dificultam a vida de algumas pessoas que estão à prova diante de seu semelhante.
    Ora, mas se existe o oprimido podemos concluir que existe a figura do opressor. É justamente esse arquétipo que na maioria das vezes é bem delineado que representa um ponto negativo nesta história.

    Sempre afirmei em minhas indagações que o ser humano a todo instante quer demonstrar ser superior, e essa demonstração em grande parte é com seu semelhante.
    Essa demonstração é através de humilhações, deboches, conjecturas negativas em relação ao oprimido e na pior das hipóteses as torturas são também empregadas na situação.

    As situações são diversas quando se quer demonstrar essa relação de sadismo. Mãe e filho, amigos, namorados, relação profissional que aí já envolve o assédio moral, hierarquias dos mais variados tipos e dentre tantas outras.

    A meu ver a que mais predomina é a relação que envolve laço pecuniário (dinheiro). É a que está inserida no jargão: “Se estou pagando então posso tudo!”. Não, não é assim que funciona.

    Nas relações profissionais então nem se fala, é só o que presenciamos no dia a dia. Hoje o assédio moral não só está mais em evidência como as medidas preventivas também entraram em combate.

    A relação de patrão e subordinado é algo conflitante, muitos dos chefes costumam exceder sua cota de liberdade e acabam se tornando agressivos e corriqueiramente esses ataques costumam acontecer na frente dos colegas o que torna a situação ainda mais ultrajante.

    Na relação de namoro isso também se torna evidente. O que dizer daquele que percebe que o outro está “completamente” apaixonado e faz do seu par um verdadeiro escravo sentimental? Essa relação não foge a regra, muito pelo contrário, pois a escravidão sentimental é extremamente traiçoeira tanto quanto às outras.

    São muitas as maneiras de demonstrar a superioridade para satisfazer o ego, pois como já mencionei aqui neste blog em outros textos, detestamos quando o ego é frustrado, mas só assim posso amadurecer.

    Esse amadurecimento é fortificado quando reconheço minhas limitações e as limitações do outro e quando percebo que o complexo de superioridade nada mais é que um estágio alterado do cérebro em não perceber que na verdade essas ações não te farão nem mais nem menos superior/inferior e que esse intrincado complexo nada mais é que uma sobreposição de um garotinho mimado chamado EGO.

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    2 comentários:

    1. Quais as razoes de uma pessoa ter complexo de superioridade? E como lidar com pessoas assim?

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      1. Bom dia! Primeiro quero agradecer pelo seu comentário. As razões podem ser várias, desde uma simples vontade em se querer ser superior, traumas na infância que corroborem esse complexo, até mesmo trauma em qualquer fase da vida e como expliquei no texto para satisfazer o EGO. São algumas das razões que ofereço a você caro leitor. Para lidar com pessoas assim o segredo é não enfrentá-las, não bater de frente com essas pessoas, mas também não seja submisso(a). A necessidade que se tem é buscar seus direitos, encontrar razões para enfrentar da melhor maneira possível essa situação. No caso do ambiente de trabalho, procurar os direitos é a melhor saída. A questão é que muitas vezes nas questões sentimentais nos sentimos dependentes daqueles que costumam humilhar e ser sadistas com o outro. Só que nossa auto-estima deve ser muito maior e procurar enfrentar essa questão com altivez. Grande abraço e seja bem-vindo ao blog Jung na Veia.

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