• A MÁQUINA DE MOER GENTE




    Será que você já comprou seu carro 0 km? Realizou aquela cirurgia plástica? Foi à Disney? Possui roupas caras? Participa de alguma rede social? Possui um tablet? Vai a restaurantes caros?

    Se você respondeu sim a alguns destes questionamentos parabéns, você faz parte de um grupo da sociedade que adora fazer parte da demanda de consumo que está cada vez mais crescente.

    Eu mesmo respondi sim no quesito sobre redes sociais, e não vou dizer que participo só porque faz parte do meu trabalho, já que tenho um site e preciso divulga-lo, também por isso, mas faço parte principalmente porque gosto. Internet é algo muito interessante quando sabemos utilizá-la.

    O que quero destacar no texto de hoje é sobre esse consumismo desenfreado que passa por cima de tudo e de todos. Uma verdadeira roda viva de oportunidades nunca dantes vista.

    Se você não se enquadrar naqueles questionamentos ou em muitos outros você está sumariamente eliminado da sua oportunidade de ter uma vida sossegada, pois a sociedade faz questão de te lembrar que você precisa de todas essa parafernália midiática.

    E o pior de tudo, é que o cidadão pensa que necessita de tudo isso para viver. Péssima ilusão criada pela máquina de moer gente. Somos atacados por uma avalanche de situações efêmeras.

    E ao constatar esse ataque pernóstico de situações inúteis muitas vezes pode ser tarde demais, e ao vacilar nas incertezas da vida, entra mais uma vez na mise-en-scène (fingimento, simulação, peça teatral) a máquina de moer gente.

    Tristeza, melancolia, depressão... Todas as características de um moribundo flechado com o veneno do irreal, da dúvida, do passageiro. E quem não participa da ciranda logo logo sabe o momento de partir pro ataque.

    Afinal de contas somos impelidos a participar de tudo isso. E se você que está lendo esta humilde opinião sobre este assunto não me diga que participa quem quer. Opa! Opa! Não é bem assim meu camarada.

    A ciranda da vida nos prega peças, e atordoados a não nos vitimizar fazemos de tudo para participar desta poderosa máquina que tanto citei chamada sociedade. E combalidos vamos avante à esperança de que um dia ela melhore seu caminho incerto.

    OBS: Não que uma viagem à Europa seja ruim, mas só citei para elucidar o texto :)   
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