• POBREZA PEGA!





    “Pobre gosta de luxo! Quem gosta de pobreza é intelectual.”
     Essa é uma das famosas frases do grande e saudoso carnavalesco Joãosinho Trinta. 

    Mas será que é verdade?

    Outra frase que diz respeito a este assunto e que me garantiu boas gargalhadas é a segui nte: pobre não gosta de pobre, pobre gosta de rico; rico não gosta de pobre, rico só gosta de rico.

    Esta frase pertence ao grande professor Bené Lacerda, professor de geografia aqui em Fortaleza.

    E aonde desejo chegar com todos estes questionamentos? Bem, pelo que ando observando as pessoas menos favorecidas estão alavancando seu poder aquisitivo de alguma maneira e isto está causando certo mal estar a outras pessoas que não possuem a mesma oportunidade.

    O consumismo desenfreado está causando este viés alarmista, quanto mais se possuir coisas melhor, dar uma espécie de maquiada na sua situação financeira.

    Só que as pessoas esquecem que pobreza é muito mais do que não possuir bens materiais, já nos ensinou o grande Mestre Jesus, que nasceu em uma manjedoura e nos ensinou que o mais importante é ter nobreza espiritual.

    Por isso que digo que “pobreza” pega! Não a pobreza de quinquilharias, mas justamente a pobreza de caráter, de falta de vergonha e de pudor.

    Quanto à pobreza que o Joãosinho Trinta se referia essa pode ser sanada em questão de pouco tempo, basta ir à luta.

    Agora parece que fazemos questão de demonstrar o poder aquisitivo a outras pessoas, é uma espécie de sadismo econômico, você praticamente esfrega na cara dos outros que ganha mais do que ele, que frequenta lugares mais interessantes que ele, que toma seu whisky 21 anos da melhor qualidade e faz muito mais. E usando de todas as ferramentas possíveis, inclusive aqui com o Facebook.

    Acredito que isso não seja necessário.

    E ainda piora a situação chamando quem não pertence ao seu nicho financeiro de vagabundo, de canalha, de pilantra e por aí vai.

    A resposta destes ditos pândegos inconsequentes é justamente reagir da pior maneira possível, sei que não sou sociólogo, mas é isso que eu observo. A reação destas pessoas é através de assaltos, sequestros, assassinatos.

    Não estou querendo defende-los, mas é isto o que acontece, afinal de contas nós os chamamos de marginais 24 horas por dia, com um preconceito nas alturas. Nós de forma inconsciente e ao mesmo tempo consciente contribuímos para este desenlace tão cruel, vide as estatísticas.

    Até mesmo os presos que tentam reabilitação nós olhamos com desdém, olhando por cima dos ombros. Não é preciso ser nenhum especialista para saber o quanto a sociedade é cruel, no seu sentido mais amplo. Se eles são perversos não seremos nós que iremos atestar e comprovar isso não é?

    Por isso que essa pobreza que resulta em todas essas questões, e que consequentemente é audiência em programas extremamente constrangedores para servir de lição para a mesma pobreza.

    Só que a pior miséria que se tem em questão é a interior, é a pobreza do preconceito que não dá valor ao maior tesouro que alguém pode oferecer: sua riqueza de valores.

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