• A FUGA DO ANONIMATO





    O ser humano é muito curioso. Adoramos estar em evidência, quanto mais participamos do ambiente que estamos inseridos mais queremos aparecer.

    Existem muitas formas disso acontecer, uma delas é inserir vídeos e fotos em redes sociais e esperar as dezenas de curtidas e compartilhamentos.

    O anonimato para nós, seres extremamente dependentes de elogios, muitas vezes falsos elogios, nos leva a crer que essa é uma tendência única para nossa sobrevivência.

    O facebook hoje representa essa tendência, um tanto quanto radical diga-se de passagem, pois se não participarmos somos considerados verdadeiros ET’s da era tecnológica.

    Postamos fotos disso e daquilo esperando várias e várias curtidas, fotos muitas vezes tolas e francamente: ridículas. Fotos que permeiam o vasto império da internet.

    O que esperar de uma era como essa? Uma era em que as gerações mesmo a centímetros de distância se comunicam utilizando um smartphone?

    Há quem diga que a era digital aproximou as pessoas, eu penso o contrário, aumentou ainda mais a distância entre o ideal e o aproximável nas relações interpessoais.

    E sem contar que aumentou o risco dos golpes... Mas isso é outro assunto.

    Quando postamos fotos sobre Jesus dizendo que Ele é nosso salvador e redentor, mas por outro lado somos impelidos a agir de forma contrária no mundo real distorcendo tudo o que Ele disse, e aí que tipo de pessoas nós somos?

    Quando postamos fotos de pessoas com câncer, clamando por ajuda e ao mesmo tempo não temos coragem de fazer um trabalho voluntário para ajudar estas pessoas?

    Quando citamos frases, essa pra mim é uma das piores, de autores que nem sequer lemos nenhum de seus livros, ou pior, nem sabemos se aquela frase pertence ao autor citado?

    Quando criticamos alguma ação ruim mas não temos embasamento intelectual suficientes para discernir sobre aquilo que está sendo analisado? Que tipo de pessoas nós somos?

    Será que somos aquelas escondidas atrás de uma máquina, indefesas à espera de uma ajuda? Ou será que estamos prontos pra guerra ao afirmar tudo aquilo que foi postado?

    O que observo é que necessitamos urgentemente de coragem para nos mantermos anônimos, o anonimato mais que uma causa é um estado de espírito.

    E não pense que se manter anônimo é sair do facebook e pronto, estamos conversados, você pode continuar, mas de forma discreta e principalmente postando algo de útil e com embasamento.

    Mais uma vez digo e repito, não gostamos de nos manter no anonimato. Mas esta escolha com toda certeza é um refrigério para a alma.

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