• BONDADE E MALDADE: UMA FACE DA MESMA MOEDA





    Será que somos criaturas plenas para alcançar a elevação espiritual de Jesus? Essa pergunta é fácil de responder não é? Óbvio que não.

    Mas se tentarmos, tropeçaremos em muitos obstáculos até conseguir satisfazer os desígnios do Pai celeste, o que todos nós sabemos que não é uma tarefa fácil.

    Quando Buda disse que deveríamos nos abster das coisas materiais para alcançar a elevação espiritual desejada, o Nirvana, ele foi um tremendo de um canalha. Eu explico por que.

    Como pode um homem que já possuiu tudo nessa vida dizer algo desse tipo? Sim, ele era rico. Então é muito fácil lançar uma tese de sacrifício perfeito nessas condições.

    É nessa seara que entra o questionamento de bondade e maldade que para mim fazem parte do mesmo lado da moeda, cada uma ocupa o mesmo lado, juntinhas, coladinhas.

    Pois a bondade não é sinônimo de merecimento eterno. Você achava que era? A bondade é uma obrigação ímpar em nossa jornada, mas agora cuidado com as trapaças sorrateiras da vida.

    E quanto à maldade, bem, a maldade como mencionei anda colada com a bondade, pois o que pode ser bom para você pode ser péssimo para mim.

    Essa dualidade é deveras preocupante. Muitas pessoas acreditam até hoje que existem pessoas completamente boas e más, isso é um verdadeiro despautério.

    Se isso fosse verdade, todos os presidiários estariam mofando na cadeia até hoje, o que não ocorre, justamente porque temos a capacidade de nos redimir de nossas más inclinações.   

    Na verdade vou ser bem sincero com você que está lendo este texto, acredito que estamos aqui para passar por um processo de depuração espiritual.

    Processo esse que envolve uma série de situações no decorrer da vida. E que existem pessoas que sentem prazer em fazer o bem de uma forma mais direta e outras tantas para fazer um trabalho sujo com mais intensidade, mas nada as impede dessas pessoas um dia trocarem de posição.

    Não vou entrar aqui no âmbito religioso sobre Deus e demônio, porque não é necessário, mas quando cito a espiritualidade falo nesse sentido mais global, ao dizer que a bondade e a maldade não são antíteses, pelo contrário, mais uma vez ratifico meu pensamento: os dois elementos se completam!

    Sempre desconfiei de quem é bonzinho demais, excessivamente fofinho (kkkk), que faz tudo para agradar aos outros, bajuladores, enfim, pessoas sacais que não possuem um quê de veneno. Ser bom por completo é possível? NÃO! Graças a Deus que não.

    O que seria da bondade se não fosse à maldade? Vou encerrar com uma frase de Nietzsche que resume bem o que eu quis expressar nesse texto:
    “Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade”.

    Até a próxima.
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