• NÃO SOMOS NADA!




    A velha e tão atual máxima socrática “só sei que nada sei” nos faz pensar sobre algumas circunstâncias da vida a respeito de como nos sentimos superiores por possuirmos um cargo, uma formação acadêmica ou até mesmo um carro de luxo.

    A questão é que chego à conclusão de que não somos nada. Argumentar sem meias palavras que sou isso ou aquilo só faz atestar mais ainda que o indivíduo não condiz com a realidade.

    E afinal de contas, o que somos?

    Chegar à conclusão de que não somos nada nos leva a uma grande reflexão: já que não sou nada devo seguir minha vida adiante com o objetivo de ser alguém, de ser algo.

    Aí está a chave para libertar o segredo. Acreditar nesta ação nos projeta a nos tornarmos mais humanos, mais compenetrados, com força de vontade, com determinação para aprender e reaprender.

    Aprender que a aprendizagem é para o resto da vida, e que não devemos achar que já sabemos o bastante, pois vale lembrar a máxima do início do texto: só sei que nada sei.

    Sócrates, este sim, foi um grande sábio, pois admitia sua ignorância diante dos que alardeavam certo grau de conhecimento, pois queriam intimidá-lo.

    A dominação do ego não é uma tarefa fácil, pelo contrário, é como andar em um pântano, corre-se o risco de sermos atacados por algum bicho que está à espreita para dar o bote.

    Já o inconsciente coletivo se encarrega de fazer o resto, de responder e corresponder às nossas ações mais sorrateiras, já que boa parte de nossas ações é comandada pelo inconsciente.

    Como bem disse Carl Jung em um de seus inúmeros escritos: "Tenho visto as pessoas tornarem-se frequentemente neuróticas quando se contentam com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida. 

    Elas buscam posição, casamento, reputação, sucesso externo ou dinheiro, e continuam infelizes e neuróticas mesmo depois de terem alcançado aquilo que tinham buscado. Essas pessoas encontram-se em geral confinadas a horizontes espirituais muito limitados. 

    Sua vida não tem conteúdo ou significado suficientes. Se têm condições para ampliar e desenvolver personalidades mais abrangentes sua neurose costuma desaparecer."

    Devemos trocar o “eu sou” pelo “eu possuo/eu conquistei” tal coisa, situação financeira, conhecimento, status quo. E ter certeza daquilo que possui e não daquilo que somos, pois somos ilimitados, fisicamente e espiritualmente falando.


    Afinal de contas, serei bem sincero: quem vive “se achando” acaba no fim se perdendo.
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