• ACEITAR – O SEGREDO DA VIDA



    Perdas e ganhos fazem parte de nossa existência, e saber disso já nos consagra como grandes mestres da jornada chamada vida, pois saber a hora que devemos assimilar os propósitos do destino é a grande sacada.

    Por isso que o texto de hoje, mais que intuitivo é altamente recomendável que você também o considere filosófico, já que escrevo sobre o que não sei completamente e sobre as inquietudes que me assombram.

    Em Aceitar – o segredo da vida quero expor a você caro leitor as minhas dúvidas e angústias quanto aos questionamentos vividos e também propor de alguma forma como podemos melhorar como ser humano, um ensinamento que pode servir a mim e a você.

    A aceitação corresponde em ascender espiritualmente a uma fase de contradição física e moral. Não significa dizer também que aceitar significa não fazer nada.

    Muito pelo contrário, só pelo fato de aceitar tal caminho já estamos fazendo muito. E esse muito irá se revelar depois como um acerto em nossas vidas.

    Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança de que um dia tudo possa ficar bem.

    Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

    Aceitar que o que nos foi submetido representa uma cordial aliança com o supremo ser que habita em nós. E que essa aliança mais tarde representará nossa liberdade salvífica da nossa consciência.

    Temos que nos moldar aos parâmetros globais e estruturais da sociedade em que vivemos, caso contrário seremos expurgados do paraíso ao qual participamos.

    Sim, vivemos em um paraíso. A questão é que muitos fazem do pouco que tem uma verdadeira panaceia e poucos fazem do muito que tem uma tempestade de reclamações e injúrias.

    Aceitar a sua condição de ser errante e ao mesmo tempo pensante transforma a sensibilidade de quem participa da ação em algo estupendo e capaz de sofrer transformações.

    E é aí que está o grande lance! Podemos reformular nossas situações penosas e degradantes. Aceitar que podemos errar, mas que ao mesmo tempo aprender que é errando que se aprende.   

    Aceitar que tudo tem seu tempo também é um ato de dignidade e sabedoria, e que a espiritualidade não está aí à toa, ela trabalha incessantemente para contribuir para o nosso aprendizado.

    Veio-me a mente agora a oração de São Francisco, belíssima oração para os que anseiam em penetrar no âmago da humildade, do perdão e da caridade.

    O texto de hoje se resume nestas três palavras com um significado imenso: humildade, perdão e caridade. Aceitar que não somos meras marionetes do campo redivivo da sinergia astral mas que podemos atuar de forma incessante e viva conosco e com os outros.

    Principalmente com os outros, queremos moldar o outro ao nosso bel-prazer, isso além de ser um tremendo erro é uma inconstância absurda, quando agimos assim estamos corroborando um atestado de negligência com nós mesmos, pois não permitimos conhecer o próximo e sua bagagem cultural e emocional.

    Ao castrar essa possibilidade demarcamos território com o intuito de sermos o centro das atenções e dificultar a ação alheia. Uma errada decisão.


    Aceitação é basicamente isso, saber reconhecer as limitações mas empreender esforços para o acessível, o possível e o desejável para que os objetivos sejam fielmente cumpridos.

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