• A VIDA ALHEIA – PORQUE ELA É MAIS INTERESSANTE QUE A SUA



    Saber lidar com situações desagradáveis não é nada fácil quando se está em questão a nossa vida.

    A vida alheia é um prato cheio para os desocupados de plantão, ô se é hein? Principalmente quando essa vida é repleta de fartura de bons momentos.

    Como este é um blog sério, não quero aqui demonstrar recalque e nem citar nomes até mesmo porque as pessoas que iria citar não teriam tempo de ler o blog, justamente ocupando seu tempo com a vida dos outros.

    Agora cito uma denominação junguiana: projeção. A prática da fofoca, que contamina lares, ambiente de trabalho, esporte, enfim é uma tremenda prática da projeção.

    A fofoca é uma projeção nociva a quem quer que seja, pois a pessoa que fofoca projeta suas frustrações no outro. Ela não se sente realizada com aquilo que tem e procura de alguma maneira se satisfazer com detalhes efêmeros e desgastantes.

    E por falar em desgastante vem à tona outra palavra recorrente chamada inveja, mas depois aprofundo este tema.

    E também tem o outro lado da moeda que pessoas fazem de tudo para aparecer, querem estar na mídia a todo instante, já essas fazem questão que a sua vida seja espalhada aos quatro cantos do mundo.

    E dizem que os outros estão com inveja, mas é sabido que a inveja que o invejado tanto diz sofrer parte de sua projeção com o olhar do outro.

    E muitos até confessam que falam da vida alheia porque não tem nada de interessante para fazer e que suas vidas são monótonas e maçantes, e completam que a vida do outro é mais interessante que a sua.

    Na grande maioria dos casos (para não dizer sempre, para não ficar deselegante) são pessoas vazias e sem a menor noção de civilidade com o direito de privacidade alheia.

    Essa sensação de insatisfação com a própria vida é um sinal que tudo vai de mal a pior quando o foco é o outro.

    O filósofo austríaco Wittgenstein nas suas aulas na universidade dizia sempre aos seus alunos que se cada um cuidasse da sua vida o mundo não estaria a m**** que está, bem ele não disse com estas palavras, mas foi mais ou menos isso.

    O que quero dizer é que ao cuidarmos de nossas vidas estamos corroborando a ideia de que somos donos do nosso próprio destino e não meros ventríloquos.


    É sensato afirmar que o filósofo citado acima e Jung estão cobertos de razão, agora vale ressaltar que por mais que a vida do outro seja algo interessante procurar uma ocupação também não é nada mal.
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