• BRASIL ~ O PAÍS DA SACANAGEM



    Detesto usar estes termos mas tive que usar na abertura do texto, a palavra sacanagem.

    Mas falo essa palavra com um pesar que você nem imagina, afinal de contas ser brasileiro alguns bradam e dizem com orgulho: tenho orgulho de ser brasileiro!

    Pois eu não tenho, não tenho meu caro devido a tudo que distancia o povo da sua condição humana, devido ao crescente índice de mortalidade infantil, do Brasil estar sempre em colocações vexatórias em rankings mundiais.

    Um país que valoriza os dissabores de umas pratas pelo sabor de uma boa conversa, seja com quem for, pertencente a que classe for, sim porque neste país valemos o que temos.

    Somos determinados pelas classes sociais e não pelo que realmente somos, isso pra mim meu caro é uma grande vergonha, e a vergonha alheia é a pior que pode existir.

    Sem falar na cor da nossa pele, ainda hoje os membros da Klux Ku Klan tupiniquim dão o ar da graça, sabe como? Tratando mal o porteiro do seu prédio, o entregador de pizza, o zelador. Mas duvido tratar mal o Joaquim Barbosa. 

    Num país onde os direitos humanos ficaram postergados a pieguice de uma dúzia de bravatas engravatados ser verdadeiramente defensor dos mesmos virou sinônimo de inimigo número 1 dos mais poderosos.

    E os que fingem que o defendem com programas policiais que só não são mais imbecis por falta de espaço, onde o apresentador apresenta um estupro de uma criança em pleno horário de almoço. Que maravilha! Audiência lá em cima e a dignidade escorrendo esgoto abaixo.

    O Brasil não sabe o momento de parar, nunca soube e nunca saberá. Tem aqueles que defendem a volta dos militares, acredito que chamá-los de burros seria pouco, por isso o nome que guardei para eles prefiro que os mesmos imaginem, o pior que possa existir.

    Como disse em uma das minhas publicações no facebook: O Brasil é o país da esculhambação. Se houvesse alguma premiação nesta categoria e em outras do gênero o Brasil ganharia todas. 

    Alguns podem me achar revoltado com o teor do texto, mas não é revolta é constatação, só escrevo aqui neste espaço o que leio, o que vejo. Não teria interesse em achincalhar o país se não quisesse uma reviravolta, afinal moro nele.

    Sei que o meio científico avança, sei disso, que jovens brasileiros fazem sucesso em feiras internacionais e... e.... e... fica só nisso. Quero ver o governo investir nesses jovens, a isso eu gostaria de ver, mas isso não acontece, como em outros países onde esses jovens são disputados a tapas.

    O brasil (vou escrever com b minúsculo mesmo) afunda, enterra sua mina de ouro que é a educação, assassina seu diamante que é a saúde e crava adagas nas costas do erário.

    Somos usados discaradamente no período eleitoral e assim a história avança com mais roubalheira, com mais banquete de ostentação, um verdadeiro acinte a quem assiste de camarote a toda essa patifaria. E sem contar a copa que vem vindo aí...

    Prostitutas e prostitutos à postos!

    O que vou dizer agora reflete todo o texto: se o voto deixasse de ser obrigatório, a democracia no brasil começaria a engatinhar como deveria e a dar passos largos dentro de alguns (longos) anos. 

    Muitos países já aderiram a essa escolha e tiveram sinceramente resultados satisfatórios, eles só não fazem aqui porque temem uma grande revolta popular e isso espalharia lama no ventilador.

    Já disse que escrevo porque tenho uma grande necessidade de escrever, e porque gosto, caso contrário não perderia meu tempo, e escrever nunca será perda de tempo não é verdade?

    Escrevo sobre o que não sei, sobre o sei mais ou menos e sobre o que sei de verdade, e o texto de hoje, mais ácido do que nunca reflete bem a minha posição de tentar com estas breves palavras modificar um pouco a visão de quem acompanha meus rabiscos, para melhor claro.

    A sensação que tenho quando escrevo desta maneira é de tentar melhorar a mim mesmo com uma visão menos pejorativa a respeito deste país, pois é como se eu escutasse alguém me dizendo bem distante: sabe de nada inocente. 

    Até a próxima,

    Randerson Figueiredo.
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