• ÀS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS



    Caro leitor mais uma vez disponho do meu tempo para escrever mais um texto e você, por conseguinte dispõe do seu para lê-lo.

    Como deu para perceber o título de hoje é uma paráfrase de um texto de Jarbas Passarinho dito no período do regime militar no governo de Costa e Silva, no fervilhar no ato de implantar o AI-5.

    Ele exerceu inúmeros papéis na época do governo chefiado pelos militares e depois também a época do governo Collor, mas não estou aqui para falar sobre ele e sim sobre a frase proferida pelo mesmo.

    A verdadeira frase é a seguinte: "Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência."

    Ou seja, ele não estava com o menor pudor sobre o ato instaurado naquele momento. Mas e o que isso tem a ver com o que está sendo colocado no atual cenário da política brasileira?

    Tudo. Essa frase corrobora o atual cenário político haja vista que somos acachapados por uma série de mentiras/lorotas inventadas a todo o momento pelos candidatos em todos os horários, não só o político.

    E o que eles dizem para nós? Às favas com os escrúpulos. Não possuem o menor pudor de chegar a nossa residência e pedir licença, não! Chegam chegando...

    É chegada a hora de sentar junto com a pobreza nos restaurantes populares, de abraçar quem quer que seja para conquistar o seu voto, de tirar foto com criancinhas mal-educadas e de sussurrar ao seu ouvido a seguinte frase: “vota em mim”.

    E não são somente eles que fazem isso. Nós também nos sujeitamos a toda e qualquer investida maledicente. Sim, pois veja bem:

    Quando dizemos assim: “doutor, eu só voto no senhor se o senhor me der isso...”. A meus amigos, existe coisa pior do que isso? Isso é uma tremenda arbitrariedade.

    Somos os primeiros a não nos darmos o devido respeito que por direito nos é conferido. É por isso que os políticos nos tratam tão mal e vão continuar nos tratando até mudarmos os pensamentos e nossos atos também.

    Até tomarmos consciência que esse ato de troca de favores mais beneficia quem dá do que quem recebe seremos sempre vistos como uma moeda de troca, e não como chance de amealhar de forma digna as benesses que possam vir a nos oferecer.

    Benesses essas que são um direito nosso, não é esmola, não é ser bonzinho. É algo que nos é digno por direito. Não é nenhum favor que eles, os representantes, estão prestando.

    O convescote eleitoral nada mais é que uma fanfarra feita às nossas custas, uma (pan)farra política. E nós como marionetes somos almejados assim como um cachorro almeja uma cadela no cio (não, não é exagero meu essa comparação). E o resultado é que terminamos como a cadela e não como o cachorro.

    Eles até podem bradar aos quatro cantos: “não me firam, não taquem pedras em mim, eu não sou Geni!”. Saem como vítimas a todo o momento.

    Digo e repito, se as eleições nesse país fossem livres, esse país poderia ser melhorado de forma clara e evidente. Mas não, nos obrigam a votar, justamente para manter o atual sistema retrógrado e vergonhoso de sempre.

    Será que aquela máxima está sempre correta? Rir por último quem rir melhor? Na atual conjuntura, no caso deles, sim!
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