• O APEGO E O DESAPEGO – O QUE CONDUZ AO ERRO?



    O apego a meu ver reflete em uma forma de sustentação de valores que conduzem a um sistema situações que conduzem a algo a que chamamos de querer bem e não queremos perder.

    Não quero aqui dizer que o total desapego nos fará ser convincentes a todo instante de que nossas escolhas estão realmente corretas.

    E o que fazer?

    Sinceramente, prefiro o desapego, mas também em algumas ocasiões o apego é essencial. Precisamos nos apegar mais ao que é essencial à vida. Ao amor, a felicidade e a própria vida!

    Hoje nos deparamos com a dura realidade de que não somos mais tão amáveis assim uns com os outros, de que as relações tornaram-se cada vez mais supérfluas e liberais.

    Será que retornamos a era das cavernas? No qual os corpos só serviam para reprodução e o tratamento era feito de forma abrupta e grosseira, sim eu sei que aqueles eram outros tempos, mas estes também são.

    Partilho da tese de que vivemos em ciclos e que o ser humano ao vivenciar experiências traumáticas e degradantes tende a se fechar em copas como uma planta carnívora, só que ao invés de comer pode ser devorado a qualquer momento.

    E é aí que praticamos o desapego. Essa prática de constantes frustrações nos faz enxergar a vida com outros olhos, com olhos de porcos, que fixam o olhar olho no olho e não com olhos de águias que visam o horizonte e voam adiante a procura de melhores condições.

    Já o apego pode nos levar a um saudosismo prejudicial. Além de nos contaminar com um falso retorno as origens, nos prende com algo que jamais irá voltar. E isso é muito frustrante.

    E o que conduz ao erro?

    A meu ver não erramos. Somos seres extremos, seres cativantes e fascinantes, mas que procuramos evoluir a cada momento, só reitero que a ideia que passei do ciclo é uma ideia que sustento.

    Somos natureza e a natureza é assim. Vide o efeito Gaia. Alguns sustentam, principalmente nas universidades que o meio é que modifica o homem. Eu acredito que seja o contrário.

    O homem  é quem modifica o meio. E está modicando tanto que está se perdendo em tanto retrofit. Brincadeiras sérias à parte, acredito que temos que rever nossos conceitos e repensar com o que nos apegamos de fato para não desapegarmos de nós mesmos.

    Até a próxima.
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