• O COMPLEXO CRIATIVO DO AMOR



    "Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro".
    (Carl Jung)

    Pois muito bem, de volta a escrever meus textos aqui nesta plataforma desta vez sobre: O complexo criativo do amor. E escrever sobre esse tema é sempre muito interessante haja vista que as opiniões discordantes são muitas.

    Quanto mais você se dedica ao amor mais você o obtém, e digo isso não só na esfera complementar a situações, mas sim de pessoa para pessoa e animais(irracionais) para pessoas.

    Digo por experiência própria que quando praticamos a caridade revelamos o sublime amor da máxima: amai-vos uns aos outros como a ti mesmo...

    Deus nos ajuda sob todas as circunstâncias. É como se disséssemos que o universo está conspirando a favor, mas na verdade é Deus quem está colaborando com a situação.

    E por falar em Deus, a expressão máxima e irresoluta sobre o amor, ter criado um Ser único foi revolucionário, não que eu esteja criticando sociedades politeístas, mas terem criado um único Ser que vela por nós e que façamos a Sua vontade e não a nossa foi sensacional.

    Aí é que está a essência do amor. Quando rezamos o pai-nosso sempre dizemos: "Que seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu". Mas não é assim que agimos não é verdade?

    A supremacia do amor está no âmago da nossa existência. Aí que entra o título do texto de hoje, pois o complexo criativo do amor está em dar a cada ser seu valor não financeiro mas sentimental/espiritual.

    Fulano representa isso para mim: docilidade, afabilidade, fraternidade e por aí vai. Não olhar o outro somente pela singela aparência do bem-querer instantâneo, como num passe de mágica.

    "A mas eu gostei tanto de você! Mas você só me conhece faz 5 minutos, o que pode ter gostado em mim? Sei lá você é muito bonita(o)". 

    Fisicamente falando pode ser que um relacionamento deslanche, como também pode ser que não dure muito, o que é comum acontecer.

    A questão é que não adianta olhar com os olhos da razão primeiro, mas ele insiste em azucrinar nossa paciência e os maiores devaneios sentimentais que podemos produzir.

    E esse olhar da razão em demasia é o que nos torna mais egoístas, menos caridosos e menos amáveis.

    Não há uma fórmula mágica para agradar a todos os seres, como dizem: se nem Cristo conseguiu... Mas tirando os clichês da cartola vale a reflexão.

    Acredito que o amor verdadeiro é justamente como disse Jung lá no início do texto, onde não há prevalência de poder, sobre o outro, sobre si mesmo e de todas as formas e circunstâncias.

    Se na maioria dos casos nos apaixonamos pela beleza física que ela faça valer a beleza espiritual do indivíduo. Que um seja o contra-ponto do outro. Pois as nossas necessidades são momentâneas, fugazes e alienantes. Digo isso por experiência própria.

    Apaixonar-se pelos atos espirituais do outro, é isso que nos leva a seguir adiante, e não nos deixar enganar pela soberba vacilante da beleza envaidecida, é assim somente assim que podemos descobrir o complexo criativo do amor.

    Até a próxima,

    Randerson Figueiredo.
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