• RELAÇÕES INTERPESSOAIS E AS LEIS DA ROBÓTICA




    Caro leitor, há quanto tempo não é? Hoje irei tratar sobre as leis da robótica e as relações interpessoais. Estava lendo aqui um livro sobre essas leis e vi que poderia criar um texto com embasamento filosófico. Vamos a ele...

    Quando li sobre as leis de Isaac Asimov fiquei perplexo com a profundidade dessas leis e sinceramente meu caro se cumpríssemos tais ditames o mundo seria outro, com um novo olhar, com um novo horizonte.

    Essa é a perspectiva do texto de hoje, uma nova linha que será traçada a partir dessas leis, a partir dessa nova ideia. Isaac Asimov era sem dúvida um homem a frente de seu tempo, um vanguardista.

    As leis são estas:

    1-   Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano.
    2-   Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.
    3-   A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

    Em relação à primeira lei podemos inferir que se substituirmos o termo robô por ser humano tudo poderia ser melhorado com as relações uns com os outros.

    Ou seja, um ser humano jamais deixará que outro ser humano seja ferido por qualquer eventualidade que seja, procrastinação ou negligência. Teríamos aí a base para o conceito de preocupar-se com o outro seja em que circunstância for.

    Na segunda lei um ser humano tem que obedecer seu superior para que a tarefa se cumpra da melhor maneira possível e para que possamos ter um melhor aproveitamento de resultados. E caso fira a primeira lei deve ser postergada.

    Na terceira e última lei a meu ver é a mais interessante, pois ela permite que sejamos salvos. Veja que maravilha! Que não percamos a capacidade de preservação da espécie e que não matemos uns aos outros. Um roboticídio...

    Pus estas leis para acrescentar que muitas vezes vivemos robotizados com nosso semelhante. Somos muitas vezes incapazes de olhar no olho do outro e sentir suas necessidades mais (in)constantes.

    As leis da robótica servem para nos mostrar o quanto ainda somos deficientes em nossa conduta moral, crescemos muito em tecnologia, mas em compensação somos bebês chorões no quesito moral, espiritual e sentimental.

    Ainda estamos crescendo na escala evolutiva emocionalmente, e crescemos a passos de tartaruga, haja vista o índice crescente de toda qualidade de situações vexatórias a que estamos submetidos todos os dias.

    Nos preocupamos muito com o “comigo” e não com o “conosco”. E por essa rebeldia pagaremos um alto preço mais adiante.

    Não somos como robôs, claro que não, mas a temática de hoje foi elaborada para refletir sobre como andamos num processo de robotização das relações interpessoais, de como a cada dia sofremos intempéries advindas de nosso egoísmo.

    As leis da robótica mais do que nunca servem para nos dar um alerta. Um alerta de que necessitamos urgentemente de um freio na ambição desmedida, no egoísmo exacerbado e na pulsação do descontrole emocional envaidecido.

    Caso contrário seremos máquinas que só cumprem ordens e que só estão ligadas por uma finalidade: ultrapassar a quem quer que seja sem limite, sem dó nem piedade.


    Até a próxima.
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