• SOBRE O POLITICAMENTE CORRETO – O EUFEMISMO CARICATO - POSTAGEM Nº 100



    Olá prezado leitor, chegamos a postagem número 100!

    Exatamente, a centésima postagem neste blog que tanto me dá alegria, contentamento, gratidão... Gratidão a cada pessoa que visita esta página, que comenta, que curte e que entra em contato.

    E por falar em recado, não esqueça que agora temos um chat específico do blog, localizado no canto inferior esquerdo da sua tela, uma bolinha com a foto do Jung. E outras novidades surgirão com o decorrer do tempo.

    Mas hoje como centésima postagem não poderia deixar de falar sobre um assunto muito interessante, sobre o politicamente correto e suas reentrâncias na sociedade.

    Falar sobre esse assunto requer cuidados especiais, temos que nos blindar contra as ciladas que estamos dispostos a enfrentar, devido a causa máxima do assunto.

    Mas se engana quem pensa se tratar de um bicho de sete cabeças.
    As pessoas assim o fazem, o que é bem diferente.

    Na foto acima podemos observar um mendigo, que no caso é um pobre, um gordo(a), casal de gays e uma negra. Você percebeu algo de errado na minha nomenclatura?

    Se fosse um politicamente correto diria que sim. Ele trocaria o pobre pelo <<< pessoa desprovida de bens pecuniários >>>; o gordo pelo <<< horizontalmente avantajado >>>; os gays de <<< casal homoafetivo >>> e por último os negros de <<< afrodescendentes >>>.

    Deixei de fora os deficientes físicos que no caso seriam <<< portadores de necessidades especiais >>> tem também a palavra velho <<< idoso, terceira idade ou melhor idade >>>.

    E os anões <<< verticalmente prejudicados >>>.

    Desempregado <<< pessoa entre transição de empregos >>>

    Muitos querem acabar o preconceito com este linguajar bonito e “sensível” de se dizer.

    A moda do politicamente correto nasceu nos Estados Unidos, país que vive sob o estigma do preconceito desde o nascimento. A idéia era justamente a de combater a discriminação supostamente implícita em denominações como ‘’negro’’ ou ‘’gordo’’.

    Mas o que era apenas uma sadia reação ao preconceito acabou por transformar-se em algo igualmente racista, e em determinados momentos até caricatural.

    E por falar em Estados Unidos lá o gordo não é fat e sim large, ou seja, lá ele é largo e não gordo. Pessoal isso é uma falta de sensibilidade tamanha.

    Sinceramente caro leitor deste blog. Acredito que isso tudo é uma grande bobagem. Não se extermina o preconceito apenas trocando de palavra, muito pelo contrário, o preconceito está embutido nesse eufemismo caricato do politicamente correto.

    Exemplo: quando se quer chamar uma pessoa negra e ela destoa de um grupo formado essencialmente por brancos e não se sabe o nome dela, não vejo mal nenhum chama-la de negra. Agora chama-la pejorativamente aí você estará numa situação vexatória.

    A própria expressão ‘politicamente correto’ é aplicada de forma errada. ‘Política’ significa astúcia, maquiavelismo, treta, artimanha. Vendo desta forma, não há como uma expressão respeitosa ser politicamente correta.

    O pobre não gosta de ser chamado de pobre, ele simplesmente é desprovido de um poder aquisitivo satisfatório, mas não vai deixar de ser pobre (pelo menos por enquanto). O gay gosta de ser chamado de homossexual, mas não vai deixar de ser gay.

    É justamente neste ponto onde quero chegar, de que forma nossa promiscuidade verbal abomina, aliena e suspende o direito do outro de ser o que ele quiser? Ou de ser o que ele pretende ser, mas não tem coragem de assumir?

    Vivemos a tirania do politicamente correto, e o que nos resta?

    O silêncio.


    Até a próxima.
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