• A ALTERIDADE EM JESUS CRISTO




    “Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam. Se alguém te bater no rosto, ofereça a outra face.”
    ― Jesus Cristo

    *Por favor, se possível leia o texto ouvindo a música de Padre Zezinho, uma música muito bela e que diz muito sobre o texto.


    O texto de hoje é mais reflexivo do que o habitual. Quando entrei no curso de Ciências Sociais na UFC ano passado escutei muito a palavra Alteridade.

    E o professor com suas explicações conseguiu exaurir quase todos os meus questionamentos a respeito do significado do que vem a ser Alteridade.

    E o que significa Alteridade? Alteridade é um substantivo feminino que expressa a qualidade ou estado do que é outro ou do que é diferente. É um termo abordado pela filosofia e pela antropologia.

    Vamos ver Alteridade na Antropologia, já que estou falando de ciências sociais.

    A Antropologia é conhecida como a ciência da alteridade, porque tem como objetivo o estudo do Homem na sua plenitude e dos fenômenos que o envolvem.

    Com um objeto de estudo tão vasto e complexo, é imperativo poder estudar as diferenças entre várias culturas e etnias. Como a alteridade é o estudo das diferenças e o estudo do outro, ela assume um papel essencial na antropologia.

    Um dos princípios fundamentais da alteridade é que o homem na sua vertente social tem uma relação de interação e dependência com o outro. Por esse motivo, o "eu" na sua forma individual só pode existir através de um contato com o "outro".

    Quando é possível verificar a alteridade, uma cultura não tem como objetivo a extinção de uma outra. Isto porque a alteridade implica que um indivíduo seja capaz de se colocar no lugar do outro, em uma relação baseada no diálogo e valorização das diferenças existentes.

    Alguns autores abordaram a ideia de Alteridade como Malinowski: Com Malinowski a Antropologia se torna a ciência da alteridade. As sociedades de costumes diferentes têm significados e coerência próprios, com sistemas lógicos perfeitamente elaborados.
    Preocupou-se em abrir fronteiras disciplinares, considerando que o homem deveria ser estudado articulando o social, biológico e psicológico.
    Outro ator que colaborou foi Laplantine: Descoberta proporcionada pela distância em relação a nossa sociedade: “aquilo que tomávamos por natural em nós mesmos é, de fato, cultural; aquilo que era evidente é infinitamente problemático” (Laplantine, 1996:21).
    Agora depois de toda essa explicação sobre Alteridade tudo nos leva a um só nome, e não é nenhum desses que citei agora a pouco não.
    O nome que nos vem à mente chama-se Jesus Cristo. Sim o Grande Mestre Jesus nos falou sobre Alteridade de forma muito mais profunda que esses autores.
    Amai ao próximo como a ti mesmo. Uma das máximas de Jesus representa o quanto ele queria nos atingir positivamente, claro.
    Amai vossos inimigos!
    Outro sinal de Alteridade, concorda? Colocar-se no lugar do outro continua a ser uma das tarefas mais difíceis, mais antiga do que andar pra frente.
    Outra ideia: “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos.”

    Ou seja, Jesus já nos ensinava a ideia de Alteridade naquela época. Uma ideia altamente vanguardista. Altamente solidificada em preceitos cada vez mais conectados em respeitar o outro, o seu espaço, o seu caminho, a sua verdade.
    Por isso essa ideia de Malinowski e Laplantine e companhia já não me chamaram tanta atenção no curso, na área de antropologia, justamente porque acredito que Jesus é o cerne, é o caminho, a verdade e a vida.
    E digo mais, estou particularmente tão estafado de tanto conhecimento técnico que necessito sinceramente conhecer mais os preceitos do Cristo, Dele, da fonte rediviva da eterna juventude do espírito.
    Não condeno o conhecimento, pelo contrário, alia-lo a uma prática espiritual acredito que seja o melhor caminho para uma jornada de tranquilidade e autoconhecimento.
    Por isso que esticando um pouco a baladeira como se diz, o Oráculo de Delfos quando disse: Conhece-te a ti mesmo, estava enganado, já até falei sobre isso em outra postagem, não está no blog e sim no livro como postagem inédita. Só podemos conhecer a nós mesmos conhecendo o outro.
    Então é isso, queria expor um pouco a minha análise sobre a Alteridade em Jesus Cristo. O quanto esse tema é atual e conturbado, já que ainda não conseguimos por completo sermos irmãos, sermos fraternos...
    Até a próxima.
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