• A TÉCNICA DO FINGIMENTO



    Até que ponto fingimos? Fingimos ser quem não somos? Fingimos ser aquilo que um dia poderemos nos tornar? Ou melhor, que técnica utilizamos para demonstrar esse fingimento?

    Muitas perguntas, algumas respostas. Não objetivas demais, claro que não, pois somos o contraponto da subjetividade, mas alguns desses questionamentos podem ser perfeitamente direcionados a cada um de nós.

    Sabe aquele seriado? O House? Muito bem, aquela questão: “everybody lies”. Muito certa. De certa forma mentimos sim, quase o tempo todo, e isso evidencia uma grande sentença.

    Mentimos para satisfazer o nosso ego. E obviamente o fingimento está atrelado a mentira, de forma muito constante, contundente, contumaz.

    E fingimos tantas coisas: gostar de uma pessoa, que está tudo bem, da roupa que ganhou no aniversário, ser legal, orgasmo... E tantas e tantas coisas que nem daria para citar aqui.

    O fingimento acredito ser uma técnica de sobrevivência. E quem diz não ser fingido está fadado a ser fuzilado por uma multidão que está ao seu redor que assim o é. Fingimos em algum momento de nossas vidas.

    Fingimos para ter o famoso traquejo social imposto a tudo e a todos. Pois caso contrário se você for um poço de sinceridades acabará no limbo do ostracismo carnal e findará sua vida como diz aquela música da Marisa Monte sobre ser mais uma das pessoas da sala de jantar...

    O fingimento é a melhor técnica para conseguir o que se quer e se você tiver um rostinho bonito aí que as coisas melhoram pro seu lado de uma vez por todas.

    Resumindo: quem quer conseguir tudo na vida de mão beijada - finja. Mas finja com vontade, finja com garra, seja um verdadeiro ator global a ponto das maiores baixezas para conseguir tudo(não necessariamente os atores globais são capazes das maiores baixezas). Eu disse: tudo.

    Só assim, em evidência e sinergia astral você poderá agarrar tudo da melhor maneira possível e ser um grande "privilegiado" e ser honrado pelo resto da vida como uma grande pessoa.

    O fingido não está nem aí pro que você pensa ou acha. Ele simplesmente age da melhor maneira possível para você pensar aquilo que ele quer que você pense. Simples assim.

    E não adianta você dizer: a mas eu sou tão transparente. Ninguém me engana. Será mesmo? Não acredito nessa afirmação. Pois para todo "super inteligente" há um leve verniz de idiota em potencial estampado no rosto.

    Posso até estar errado e tomara que esteja, mas os fingidos devem estar na categoria dos sociopatas. E se estiverem devem estar sambando na cara de todos nós a torto e a direito, a qualquer momento, nesse exato momento.

    Devemos encarar a realidade, e essa é uma triste e severa realidade que nos deixa atordoados com tamanha franqueza num jogo mais do que sujo, pois quem vence não é o mais forte, e sim o mais fingido.

    Ninguém é tão ilibado a ponto de não ter fingido uma vez na vida, pela menor falha que seja, pelo menor rabo preso que se possa ter e imaginar e pela maior constância que possamos a vida levar.

    Mentimos não para o outro, mas para nós mesmos, fingimos ser quem não somos e isso é uma lástima, uma crueldade conosco, acabamos por enterrar o que há de melhor na gente: a ombridade.

    E nesse calvário onde a nossa dignidade agoniza, deixamos levar embora a nossa franqueza, o nosso amor próprio e o brilho que um dia perpetuamos, tendo sempre em mente que o fingimento pode sucumbir e o brilho da verdade um dia ressurgir.
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