• VOCÊ PODE SER FELIZ, MAS NÃO MAIS DO QUE EU - POSTAGEM NÚMERO 150



    Grande realidade não é mesmo?

    Chegamos ao nosso post de número 150! Exatamente, 150 textos escritos especialmente a você que me acompanha nesta página, nesta plataforma.

    E acredito que seja só o começo, haja vista temos muito a conversar.

    Mas o assunto de hoje é felicidade e a postagem será especial, não só pelo fato de comemorarmos 150 textos, mas porque merecemos que esse assunto seja tratado exaustivamente sempre.

    No mundo no qual vivemos somos chamados a sermos felizes a todo momento.

    E tem que ser uma felicidade espontânea, leve e descontraída, caso contrário sai fora, você não terá espaço.

    Ou seja, tendemos a achar que o outro é sempre mais feliz que a gente, o que causa um grande transtorno, pois a nossa felicidade antes que passava a ser só nossa, passa a depender de outrem.

    Você pode até dizer, a felicidade é abstrata...

    Mas sua serventia é concreta.

    E ter essa capacidade de raciocinar a nosso favor, nos faz merecedor de uma grande conquista chamada temperança.

    A temperança é um mix de tudo isso: felicidade, paciência e prudência.

    "Felicidade não é o estado em alerta de sobriedade para se alcançar uma farta bonança. A isto damos o nome de temperança."Randerson Figueiredo.

    É com ela, com a temperança, que nossos devaneios serão sanados.

    Que nossas mazelas serão cicatrizadas.

    Que nossos anseios serão correspondidos.

    É com a temperança que iremos encarar de frente aquela postagem, em épocas de redes sociais, no qual seu best friend forever exalar por todos os poros uma felicidade que até então nem ele sabia que tinha.

    Sim, porque não falta gente para você saber que está feliz.

    E no fundo no fundo você sabe que é uma felicidade falsa, alardeada aos quatro cantos do mundo, pulverizada como um pesticida que não mata somente ervas daninhas, mas toda uma infestação de pragas deprimidas ao redor.

    É essa falsa felicidade impregnada no facebook da vida que nos contamina, pois tomamos como verdade algo tão falso como uma nota de três reais.

    Deixamo-nos levar por um falso caminho, o caminho das pedras falsas.

    E nesse jogo cruel, vence aquele que posta mais alegria no seu falso perfil.

    Num perfil que já falei, não corresponde à realidade. O delírio toma conta de tudo, e faz refém uma centena de dezenas de milhares de pessoas que correm as farmácias em busca de um comprimido mágico, capaz de te deixar bem.

    Adiamos enfrentar a realidade não somente porque ela dói.

    Adiamos enfrenta-la porque sua miséria consiste não somente em massacrar cada um que a enfrente, mas em vivenciar suas dores e lástimas a cada dia com bravura e altivez.

    Para não dizer que não citei Jung, nosso velho mestre nos ensina que o único meio de encarar o sofrimento é suportando-o.

    E a felicidade é um sofrimento?

    Ora, sejamos sinceros, não deixa de ser. Porque quando um está feliz, automaticamente teremos alguém triste nesse meio tempo. Reducionismo? Não. Apenas uma constatação.

    Temos a felicidade a todo momento. Basta deixarmos de ser egoístas e observar o quanto ainda temos a conquistas e o quanto foi conquistado, não falo somente em aspectos financeiros... Num aspecto global.

    E por falar em egoísmo a felicidade depende somente de nós mesmos. Quando ajudamos o outro, ajudamos a Deus e Deus nos ajuda. É assim que vejo a felicidade, como um moinho.

    O moinho de vento faz girar uma engrenagem sólida que no final produz um resultado esperado, é essa engrenagem que nos ajudará a sermos fiéis uns aos outros.


    E a partir daí começaremos a enxergar que mais que um conceito abstrato, a felicidade é resultante da sua ação no contato com o outro, afinal somos reflexo do irmão, somos espelho uns dos outros.
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