• FRITJOF CAPRA E A NOVA ERA



    Quando li há alguns anos Ponto de Mutação, Sabedoria Incomum e mais recentemente O Tao da Física do físico austríaco Fritjof Capra confesso que fiquei surpreso com a quantidade de informações que as obras trazem.

    Resolvi argumentar sobre ele, Capra, somente agora porque tudo tem seu tempo, e a época não tinha embasamento suficiente para de fato contestá-lo, pois não poderia ir além dos meus sapatos.

    Pois muito bem...

    Capra não é nenhum gênio. Começo por aí. Primeiro porque seus livros refletem antes de mais nada uma espécie de miscelânea holística que perpassa ecologia a física quântica.

    Na verdade o que há por trás de Fritjof Capra diz respeito a Nova Era e seus arremedos para deflagrar um embate não somente com a Igreja como também com o pensamento ocidental.

    Levando conceitos físicos maldosamente além de seus limites, o autor defende abertamente o fim do pensamento ocidental e o nascimento de uma “Nova Era”.

    Quando todas as pessoas estarão livres do pensamento medieval e estarão interligadas num só pensamento. Essa Nova Era é baseada em misticismos e religiões orientais.

    Capra defende o fim das tradições religiosas ocidentais e prega uma espécie de sincretismo por inteiro, com uma religião universal que abarcará todas as crenças.

    Para o autor tudo passa a ser relativo, como se as pessoas pudessem estar interligadas com energias cósmicas misteriosas. Ensina uma “ecologia cósmica” e defende que o cristianismo é fonte de mal para a natureza.

    Pessoas de todas as áreas do conhecimento abraçam a filosofia da Nova Era, inclusive alguns físicos. Capra, sem dúvida, é o mais famoso deles.

    Ele defende que a Física Moderna, na Relatividade de Einstein, na Mecânica Quântica e na Cosmologia, “oferece, não raro, surpreendentes paralelos face às ideias expressas nas filosofias religiosas do Extremo Oriente” (O Tao da Física, pág. 21).

    Para ele, a Igreja é a vilã responsável por alienar o mundo ocidental das visões holísticas místicas que são capazes de libertar o homem unindo a ciência com a religião.

    Não compactuo com essa ideia. E você entenderá o porquê.

    Todo esse discurso é falso. Nada na física leva ao misticismo oriental. Dizer que o mundo está todo conectado é o óbvio. Nada demais nisso.

    Não há nada de moderno nisso, sinceramente, Capra decepciona e nos constrange face aos grandes físicos com suas conclusões impróprias e sem fundamento.

    Ou seja, o pensamento de Fritjof Capra é ideológico e não científico.

    E tem mais, o cristianismo não está falido, pelo contrário, cada vez mais a Igreja unificou e abrangeu todo e qualquer ensinamento relativo a ciência. Basta observar que tivemos vários cientistas religiosos e que a universidade existe graças a essa instituição.

    Na realidade Capra bebe da fonte da Igreja, do pensamento ocidental quando tece suas críticas a esse modo de pensar e agir. A Física Moderna nunca foi incompatível com a fé, nunca.

    Na página 25 de O Tao da Física corrobora a respeito do que o autor compreende a relação entre Aristóteles e a influência negativa da Igreja.

    Fico espantado como uma porção de cientistas se diz crente face a esses pensamentos pseudovanguardistas e que só fazem trazer à tona exclusão e negativismo.

    São pessoas que são levadas a acreditar que o pensamento de Capra é expansionista do ponto de vista físico, pelo contrário, é expansionista do ponto de vista mercadológico, haja vista seu reducionismo científico.

    É todo um marketing por trás dessa figura. Assim como tivemos marketing com Richard Dawkins, o vovô gagá do evolucionismo e sua teoria evolucionista mais ultrapassada do que não sei nem o quê.

    Capra é na verdade um físico estrela que deseja sustentar suas vertentes em conceitos falidos e desnecessários pondo em xeque questões sérias, ludibriando muita gente.

    Fiquemos de olho nesses ditos cientistas que trazem à tona mais exclusão do que inclusão. Então caro leitor, esteja mais atento a esses tipos de leituras, vale sempre a pena fazer uma análise crítica.

        
          (1) P.S.: Resolvi escrever esse texto sobre Fritjof Capra e suas falácias, pois vira e mexe tentam nos ludibriar com falsas conclusões acerca da ciência e religião.

          (2) P.S.: E outra notícia, com esta postagem abro uma discussão que vai muito mais além de ciência e religião e uma nova etapa na série Pedagogia de Deus. Você pode clicar no botão dos ícones acima onde tem escrito Pedagogia de Deus entre frases e pecados capitais para acompanhar outras postagens relativas ao tema, veja abaixo:
                 

        (3) P.S.: Trarei autores “aclamados” e seus pontos de vista sobre ciência e religião.

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