• O QUE APRENDI COM OS DOIS LADRÕES?



    Hoje o texto será simbólico e mais do que nunca filosófico e porque não teológico... Antes de mais nada desejo uma excelente semana Santa a você leitor deste blog.

    Jesus quando exposto no lenho da Santa Cruz nos faz experimentar mais uma vez sua perpétua misericórdia quando da passagem do bom e do mau ladrão, Dimas e Gestas respectivamente.

    Essa passagem encontra-se em São Lucas (cap. 23, vv. 35-43).

    O bom ladrão não se desfaz de Jesus, como faz o mau ladrão. Muito pelo contrário, ele demonstra atitude de coragem, heroísmo, justiça e caridade.

    Principalmente quando pronuncia a famosa frase: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (v. 42).

    Portanto, o ato de comiseração do bom ladrão não se resume a um ato de arrependimento e de fé. Mas de todos aqueles predicados que falei anteriormente.

    As boas obras de que fala São Tiago — que mereceu a resposta de Jesus: “Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso” (v. 43).

    O mau ladrão repercutia o que diziam os príncipes dos sacerdotes, com o povo, escarnecendo de Jesus: “Salvou os outros, salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus” (Lc 23, 35).

    Interesseiro, porque pensava apenas em salvar a própria vida, o mau ladrão participa dos insultos do populacho e repete: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós” (v. 39).

    Passando para os dias atuais nós podemos representar ao mesmo tempo os dois ladrões, da seguinte maneira:

    Mau ladrão:

    ·        Sendo rebelde
    ·        Agindo de forma desordeira
    ·        Desacreditando das maravilhas de Deus
    ·        Insultando-o
    ·        Duvidando do seu poder
    ·        Sendo arrogante

    Bom ladrão:

    ü  Sendo misericordioso
    ü  Agindo com prudência
    ü  Respeitando seus preceitos
    ü  Sendo humilde
    ü  Amando ao próximo como ama a ti mesmo
    ü  Mostrando verdadeiramente arrependimento

    A páscoa representa a simbologia cristã alicerçada na fidelidade da nossa fé. 

    E é nessa perspectiva que lanço esses questionamentos frutíferos que responde aos nossos anseios.

    Podemos e devemos tirar muito proveito dessa passagem, afinal quem de nós nunca se comportou como o mau ladrão? Caçoando e sendo indiferente a Verdade?

    O bom ladrão foi extremamente empático. E foi dessa forma com o grande Mestre, o Salvador, o que salvou sua vida. Colocou-se no lugar do outro, e o outro como disse era Jesus no caso.

    Mas esse outro cotidianamente é o nosso irmão que sempre necessita da nossa misericórdia e muitas vezes não estamos nem aí para ele. Uma tragédia que se repete século após século.


    Pois encerro o texto de hoje desta forma e desejo a você leitor uma excelente semana Santa e que Deus possa sempre derramar bênçãos em sua vida. 

    *** Essa postagem faz parte da série Pedagogia de Deus - #pedagogiadedeus
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