• O CÓDIGO DOS HOMENS HONESTOS E OS CRIMES DE COLARINHO BRANCO



    Hoje vou matar, acabar, trucidar dois coelhos com uma machadada só! Vou indicar uma obra dando continuidade a série Boa Leitura e fazer uma postagem sobre um assunto espinhoso.

    Depois dessa esculhambação (peço perdão pelo palavreado antes de mais nada, mas não encontrei nada mais propício) que tomou conta do nosso país, de corrupção às claras, de fanfarra e convescote a torto e a direito vejo-me na obrigação de escrever sobre o assunto.

    Desejo mais do que nunca relacionar o grande escritor Honoré de Balzac que hoje, dia 20 de maio de 1799, faria aniversário, considerado o pioneiro do Realismo com o que está acontecendo hoje, agora, now!

    Mas antes de esbravejar tudo que está engasgado em minha garganta, quero antes de mais nada falar sobre minha aquisição de um livro que adquiri recentemente do ilustre Honoré de Balzac que tem tudo a ver com o que está acontecendo hoje.

    Uma patifaria sem tamanho tomou conta do Planalto Central.

    E tudo como disse: às claras! Sem intervenção! Sem maquiagem, ou melhor seria dizer, maquilagem?

    E o que Honoré de Balzac tem com isso tudo? Bem, ele simplesmente escreveu um guia de conduta, um Código dos Homens Honestos.

    Mergulha fundo na alma humana, num verdadeiro guia "para não se deixar enganar pelos larápios". Para todos aqueles que são roubados até na paciência, nada melhor.

    Um livro excelente, que cai bem aos larápios dos nossos tempos.

    O autor de "A Comédia Humana" analisa desde a ação dos antigos ladrões de galinha - profissão em decadência já no início do século 19 -, a ladrões de "lenços, relógios, carteiras, bolsas", tão comuns ainda hoje. E orienta para aqueles que convivem conosco.

    Balzac considera "horríveis" os roubos que se apóiam na confiança. Aqueles aplicados em ambientes domésticos. "A maior parte dos roubos domésticos é fruto do amor", surpreende-nos, citando a figura do amante da serviçal mal intencionada.

    Num capítulo à parte dedicado "aos apelos feitos ao seu bolso na casa do Senhor", Balzac extrapola. Alerta aos fiéis de pastores e igrejas cuja função maior é arrecadar fundos mais para a beneficência de interesses empresariais do que verdadeiramente servir à sagrada obra de Deus.

    Uma leitura obrigatória. Excelente livro. Deveria ser obrigatória aos políticos de nosso país.

    Mas o que eles fazem não devemos esquecer: não é política e sim politicalha! Um jogo sujo onde vence quem tem mais cartas do baralho, tem mais naipes armados prontos a serem lançados no momento certo.

    E acredito que tudo isso motivado por questão de classe.

    Basta observar os fatos e montar o quebra-cabeça.

    Um cidadão que fez tudo para chegar ao poder, que não teve escrúpulos de nenhuma espécie e o pior, não tem condições de assumir a presidência deste país está acabando com o Brasil.

    E simplesmente não movemos uma palha!

    Sim, porque aquelas manifestações alguns anos atrás, ali foi tudo um truque muito bem armado, muito bem engendrado para parecer real o que era fictício.

    O golpe sempre foi de classe e não legítimo!

    Será que não dá para entender que o empresariado, os médicos, ricos de uma forma geral comandam este país? Basta lembrar do golpe de 64.

    Volto a frisar tudo isso é uma questão de classe.

    Até já escrevi sobre esse assunto na postagem A conquista do Estado, que você pode ler clicando no link abaixo:


    Então é isso, esse livro do Honoré de Balzac deveria ser um guia para esses políticos corruptos, tornarem-se pessoas capazes de enxergar o outro e não a si próprio.


    Uma pena que o Código dos homens honestos continue tão atual e que  mais do que nunca necessite reformular de uma vez por todas o caráter de políticos tão desavergonhados. 
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